terça-feira, outubro 28, 2008

Desligados


Quando mudamos para Holambra, em janeiro deste ano, ficamos 2 semanas sem sinal de TV (graças a localização geográfica), 3 semanas sem telefone (graças a ineficiência da Telefonica) e 2 meses sem internet (já falei da Telefônica?). 

O que para muitos seria uma desgraça para mim foi um descanso. Seria interessante se todos pudessem passar por isso: demonstra o quanto dependemos em excesso da comunicação, da tecnologia exagerada. As poucas notícias chegavam aos domingos quando  comprava a Folha ou o Estadão. Percebi que tirando pequenos fuxicos, acontecimentos pontuais, momentos pequenos e fúteis, as grandes notícias não mudavam tanto em 1 semana. O que é importante progride, o que é besteira desaparece como apareceu. Uma montanha de bobagens entopem nossos jornais, isso sem falar na internet onde o pum de um artista, jogador de futebol ou político vira manchete.

Foi um tempo para ler mais, conversar mais, dormir e acordar cedo. Tá, não sei se a médio ou longo prazo a impressão seria a mesma. E, com tudo disponível, os velhos hábitos voltaram. Mas  foi interessante.

segunda-feira, outubro 27, 2008

17 anos


Hoje é feriado em Holambra e não porque anteciparam o feriado do dia do funcionário público. É aniversário da cidade. Enquanto minha antiga terra, Santos, tem 462 anos, São Paulo tem 454 (jovens senhoras perto de cidades portuguesas, por exemplo), Holambra comemora hoje...17 anos. Uma adolescente.

Parei para lembrar o que fazia eu quando completei 17 anos. Finalzinho de 1986, época de vestibulares, de namoros descompromissados, de inflação descontrolada, José Sarney era o presidente, Franco Montoro o governador de SP. 
Internet nem pensar, tinha um MSX Gradiente que gravava programas em Basic em fitas K7. CD só em ficção, muito vinil embalava as festinhas da época. Aquela segurança de família estruturada, pai-mãe-irmão, a vida parecendo fácil, só a espera de ser desbravada. Memórias.

Feliz Aniversário, Holambra, obrigado por nos acolher tão bem.


SP e RJ

Duas palavrinhas sobre as eleições:

Na capital paulista, um prazer assistir a vitória de lavada do Kassab. A tal transferência de votos -tão matemática e tão falha - de Lula para Marta não aconteceu e foi um delícia ver a arrogância, a prepotência e o jogo sujo quebrarem a cara.

Sobre o Rio. Um vizinho aqui da rua (nômade, já morou no Rio Grande do Sul, Minas, Rondônia, nos últimos 5 anos no Rio de Janeiro e agora em Holambra) fez questão de viajar até a capital carioca para votar no Gabeira. Perguntei se era sério, ele iria até lá só para votar. "Claro, Deus me Livre se o Eduardo Paes ganhar". 
Se eu morasse por lá ficaria preocupado.

quinta-feira, outubro 23, 2008

flores para você

No post anterior falei das formas de comercialização de flores em Holambra. Hoje fomos comprar algumas e pensei em colocar aqui fotos que tirei por lá. Vale a pena esquecer do trânsito, do trabalho, da TV e seus crimes, do nosso e de outros governos e observar a beleza de cores, formas  e detalhes destas que estão abaixo (não, não falo das "mulheres-frutas"). 

"O Cara" que as criou só pode ser muito bom.


Flower Power



Holambra vive de flores. É responsável por 80% das exportações e 40% da produção de flores no país. Há duas formar de comercialização:

Os grandes compradores vão ao Veiling (que signifca leilão). Fileiras de carrinhos com flores  circulam em uma espécie de palco, enquanto as informações sobre o preço e a qualidade aparecem em um placar eletrônico. Ao contrário dos leilões convencionais, o preço vai caindo à medida que o carrinho passa.

Os compradores, em geral donos de floriculturas, representantes de redes de supermercados e distribuidores, precisam ser rápidos. O primeiro que apertar o botão, leva a mercadoria. Se demorar, corre o risco de perder a compra. Se antecipar demais, paga mais caro do que deveria. A cada hora passam aproximadamente 4200 carrinhos.


Nós, pequenos mortais, podemos comprar em grandes centros de comercialização. Os maiores são o Garden Center, um pouco antes da entrada da cidade, e o Pronta Flora , no centro.

 Hoje fomos ao Pronta Flora comprar mudas de flores e ervas, substrato, vasos, ou seja, arsenal para o jardim. É incrível a variedade de flores, folhagens, árvores frutíferas ou não, novas ou mais crescidas e robustas. Claro que o mais interessante são as flores. Impossível não se surpreender com os detalhes, combinações de cores e pequenas excentricidades de algumas espécies.

fontes: PEGN e Veiling.

quarta-feira, outubro 22, 2008

o que não tem aqui e sinto falta...


Holambra é uma cidade pequena que tem boa infra-estrutura mas evidentemente não disbonibiliza tudo que encontramos em cidades maiores.  Alguns produtos e serviços só são encontrados em Artur Nogueira e Jaguariúna, a 10 minutos de carro. Outros, apenas em Campinas, a metrópole da região.

Entretanto senti falta de apenas 2 coisas depois de trocar o litoral de Sâo Paulo por Holambra:

1.       - Peixe e camarão frescos. Congelado você acha mas não fica a mesma coisa. Em Santos era só ir ao Mercado do Peixe ou a rua do Peixe e  fazer a festa. Se alguém da região souber onde encontro peixe fresco por aqui me avise. Uma muqueca no fogão a lenha ia ficar show de bola.

2.       - Livrarias ou sebos. Adoro livros. Gosto de lê-los mas também de  manuseá-los, arrumá-los nas estantes, escolher a esmo algum volume e ler ou reler um trecho.  Em Holambra não tem. Em Artur Nogueira tem 2 livrarias – ambas evangélicas. A mais próxima que encontrei foi a Fnac do shopping Dom Pedro em Campinas, a 35 minutos daqui (se contar que ida e volta a Campinas são R$15,20 de pedágio  + gasolina...). Preencho a lacuna pedindo livros pelo correio ou comprando 'de dúzia" nos sebos e livrarias de Santos quando vou até lá “visitar mamãe”.

Uma pergunta que ouvi muito quando mudei  foi “não dá saudades da praia, do mar?,  não sente falta não?”  Não, raramente íamos, mesmo morando a 4 quadras. Acho até que ficamos menos pálidos com o sol do interior. 

...e o que não tem aqui Graças a Deus


Congestionamentos , flanelinhas, criaturas dos semáforos (vendedores de bala, pedintes, assaltantes, limpadores de pára-brisas com seus rodinhos), CET, Marta Suplicy , zona azul, estacionamentos pagos, rodízio, “carrega na catraca” (o ônibus urbano é de graça), Mc Donald’s e  similares , motoboys alucinados, favelas...

Tá bom, ta bom, não é o paraíso, tem problemas como todo lugar. Para quem é metropolitano assumido talvez seja um tédio. Mas eu adoro ouvir o som da grama crescendo.

Aniversariante peluda do dia

Hoje é aniversário de Alisson Lee, nossa cocker, 14 anos. Uma autêntica véia. É o quinto elemento da família, em muitos momentos de tristeza fez sua parte apenas deitando-se ao lado, fazendo companhia.

Apesar disso  não usa roupas nem sapatinhos, come sobras de comida, não dorme dentro de casa e não é tratada como um bebê de 1 ano. É um animal muito estimado mas ainda assim um cachorro. 

Em Santos não era incomum ver cachorros tratados como crianças, preenchendo as carências dos donos. A dona de uma banca de jornais costumava dar papinhas de bebê (aqueles potinhos da Nestle) de colherinha na boquinha de seu poodle. Irritante. Aqui o veteriário de Alisson Lee por vezes está ocupado fazendo o parto de um bezerro ou potro. Bicho é bicho.

Parabéns, Alisson Lee, hoje vou caprichar nos restos de macarrão.

terça-feira, outubro 21, 2008

Horário de verão, diabos!


As crianças não dormem na hora certa, não querem acordar na hora da escola, eu não quero acordar na hora certa, os passarinhos piam de madrugada na hora errada...sono é uma das poucas coisas que me deixa de mal humor, daí não presto atenção nos crimes da semana nem nas flores e nos moinhos. 
Eu até gosto do horário de verão mas odeio a primeira semana.

sábado, outubro 18, 2008

O Rei na Festa do Morango de Monte Alegre do Sul

Para não ficar esse "gosto amargo de Sônia Abrão" depois do último post resolvi incluir mais alguma coisa. Lembrei da Festa do Morango, uma exposição bem gostosa que é realizada nos primeiros fins de semana de julho em Monte Alegre do Sul, cidadezinha a menos de 1 hora de Campinas, próxima a Serra Negra.

Festa simpática porque é realizada em local amplo, aberto, o que evita aquela sensação de multidão. Além de morangos in natura, suco de morango, licor de morango, doces de morango e sei lá o que de morango a festa tem shows, parque de diversões, cachaças artesanais de qualidade e, que mais? Já falei dos morangos?

Na última edição fomos e a surpresa foi o show do REI. Sim, ele mesmo, Roberto Carlos cantando sucessos novos e antigos. Talvez esteja um pouco diferente por causa desses shows marítimos que anda fazendo na época dos cruzeiros, o sal faz mal para pele.

Os pequenos adoraram.

Audiência X Responsabilidade

Infelizmente o tal sequestro que nunca terminava (mais de 100 horas) terminou de forma violenta. Não tenho capacidade para avaliar se houve erro na ação policial (foi no mínimo ingênua ao confiar na irresponsabilidade adolescente da refém que retornou ao apartamento)  mas está na cara que a mídia – principalmente televisiva – errou.

Primeiro, qualquer movimentação policial era mostrada pelas câmeras ao vivo. Para o tal seqüestrador saber o que estava acontecendo fora do apartamento era só assistir a TV.  Depois, abriram espaço para o seqüestrador falar ao vivo via celular em programas de gosto duvidoso. Quem é a tal da Sônia Abrão para falar com um criminoso que tem vítimas a sua mercê? Que treinamento uma irresponsável dessas, que só pensa em audiência, tem? “O Lindemberg (nome do infeliz) é um bom rapaz, não vai fazer nada”, dizia ela enquanto a audiência subia. Tanto não ia fazer nada que fez. O rapaz, que já era sem noção, se achou o dono da situação: todo aparato policial lá fora por sua causa e depois a mídia as suas ordens.

Atrás dela vieram a Record e outros com entrevistas ridículas, não dá para dar espaço para bandido na TV. Que coisa sem pé nem cabeça. Bom, hoje é sábado, a Sônia Abrão deve estar comendo uma feijoada (light, imagino) e a tal menina está no hospital com um tiro na cabeça.

"TV" não rima com "responsabilidade" faz tempo...

sexta-feira, outubro 17, 2008

Regras e limites

No início do ano chegou o convite: uma palestra com a psicóloga da escola das crianças com o tema Regras e Limites. Eu e a sra. Garden fomos, claro. Há 2 meses na cidade nova não poderíamos faltar a reunião, era uma chance de conhecer alguém.

Umas 25 mães, eu e mais 2 pais na sala, a psicóloga começou de forma branda. Introdução, desenvolvimento, uma mãe levanta a mão:

“- O problema é meu marido. Ele chega do futebol e atira os sapatos sujos na sala. Como vou dizer pro meu filho não fazer o mesmo?”

Daí outra mãe:

“Meu filho chega da escola e quer comer uma banana. Eu digo que só depois do almoço. Daí meu marido chega, pega uma banana, come e meu filho me pergunta  por que o pai pode e ele não.”

“-Meu marido joga a roupa suja no cesto mas não levanta a tampa, fica aquela pilha em cima”

“- O meu joga a toalha molhada em qualquer lugar”.

(não houve referências a cuecas)

Achei engraçada a ira feminina (estavam iradas mesmo, gente)  mas me senti mais confortável  (protegido) próximo a minha companheira.  Comentei com o cara do lado “onde é que viemos amarrar o burro?” mas ele me pareceu um pouco abduzido, talvez amendrontado. 

O que aprendemos? Que , para as mulheres , os filhos e os maridos precisam de regras e limites.

Mas, cá entre nós, as mulheres não entendem que somos apenas... eternos meninos.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Palhaçada em Santo André


Abro os jornais que costumo ler na internet  e está lá o seqüestro do rapaz de 22 anos em Santo André. Ligo a TV, ele está ao vivo falando com uma apresentadora da Rede TV. Depois, com alguém da Record, depois da Globo. Uma das seqüestradas saiu e depois...voltou para o tal apartamento. Nunca vi isso. Daí o rapaz estendeu uma camisa do São Paulo na janela (agora li no G1 que “advogados do clube vão ajudar”). O que virá? Pedirá ele os pertences para fazer uma feijoada? Pedirá ele para que umas das reféns saia e volte fantasiada de melindrosa?

A mídia se aproveita do caso, o rapaz se aproveita da mídia. Deve acabar tudo bem. Depois a menina,a amiga e o rapaz (coitaaaaaaado dele, não soube lidar com o ciúmes...) irão a programas de entrevistas e logo após o Bruno Barreto fará um filme analisando a situação por ângulos sociológicos, a crítica não entenderá e chamará o filme de “CDHU movie”.

Enquanto isso um monte de gente do tal condomínio não pode entrar ou sair de casa e um monte de policiais que deveriam estar policiando (não é isso que fazem?) outros lugares estão lá, vendo o sobe e desce de mochilas , sacolas e reféns.

Bichos

Nossa casa fica nos limites da área urbana de Holambra, próxima a uma fazenda e ao

 condomínio Duas Marias. Recebemos visitas surpreendentes para  quem morava numa cidade grande, onde para ver um bicho era olhar pro cachorro da casa ou assistir Animal Planet.

Tivemos surpresas: corujas no gramado ou nos postes ao redor; papagaios soltos, sobrevoando a casa ou comendo sementes numa árvore em frente(outro dia mesmo estava ao computador e um papagaio pousou próximo à janela para depois voar, livre); uma família de pica-paus morando no telhado da casa vizinha (todo fim de tarde se reunem na antena de TV); uma siriema caminhando placidamente na praça ao lado de casa. E o mais bonito, 3 tucanos voando livres, aos berros,  sobre a casa num fim de tarde.

Além de visitas tivemos hóspedes: um ninho de rolinhas no telheiro de um dos portões. E a ocupação da casinha de passarinho que usamos como enfeite na área de lazer.

Por quase duas semanas observamos a alimentação dos filhotes – os pobres pais trabalhavam o dia inteiro para dar comida para os filhotes (algo a ver com o mundo dos humanos?). Cada chegada com um inseto no bico era acompanhada por piados esganiçados. Um dia vimos os pequenos, 3, aprendendo a voar no gramado. No dia seguinte foram embora. Sabe que sentimos falta deles agora?

Ontem fui verificar a casinha, ainda com o ninho. E um ovinho, que não vingou. Primeiro me deu pena, depois vi que é só a natureza.  Com a gente não é assim o tempo todo? 

terça-feira, outubro 14, 2008

"Meu moinho"

O pessoal aqui se amarra num moinho. Para ser sincero, eu acho interessante estar andando por aí e cruzar com eles, não é coisa que acontece em qualquer lugar. Um dia saí para levar as crianças na escola , depois passei num supermercado. Quando voltei pelo caminho quase obrigatório para casa esse moinho da foto havia brotado do nada e estava ali, com cara de que ali sempre estivera.

As vezes bate um vento e ele mexe um pouco as pás. Outro dia, estava chovendo, segunda feira sem graça e achei o moinho quase triste. Estamos nos conhecendo melhor.

Para ilustrar “meu moinho” - é pertinho de casa, passo sempre por ele, simpatizei, agora é meu - procurei alguma coisa na internet, achei umas palavras de Paulinho Nogueira. Mentira se disser que sou fã mas achei que a letra da música combina.

 “...

Meu moinho, tu me ensinas 
o segredo do arco-íris,
a cor branca é muito simples 
mas é a cor que se conquista.
Essa paz que eu canto existe,
não é fim, mas é caminho,
é no meu roda-moinho
que ouço a voz mansa da brisa.

(Nas Asas do Moinho, Paulinho Nogueira)

É tão certo quanto o calor do fogo...

O fogo sempre fascinou os seres humanos. Principalmente se o fogo em questão estava fadado a assar belos calzones caseiros (sensacional a massa de nossa amiga A.) , como no caso. Sábado a noite, forno e fogão a lenha acordados até tarde, nos esbaldamos – embora não saiba se é ético falar em “se esbaldar” enquanto a crise afeta economias mais fracas que a nossa (Estados Unidos, etc)...

Derrubei umas 30 árvores só para conseguir madeira para refogar o recheio.  As vezes acho que aquilo não é um fogão a lenha, é uma maria fumaça gulosa cimentada, de castigo. Uns galhos a mais e o calzone iria parar lá em Jaguariúna com fogão, forno e tudo.

Agora estamos planejando o próximo fim de semana: pernil? Frango? Tudo depende de quanta madeira conseguirei arrecadar até lá. As últimas reservas de Mata Atlântica estão um pouco longe.

Obs.: este post é baseado em fatos reais embora nenhuma árvore tenha sido ferida ou ameaçada. Os gravetos e achas de lenha  utilizados (teoricamente) são de reflorestamento ou se ofereceram  voluntariamente como combustível. 

quinta-feira, outubro 09, 2008

A horta do seu Raimundo




Uma das coisas que mais gostei quando mudei para Holambra foi do fácil acesso a verduras sem agrotóxico. Na subida da rua Solidagos (esquina Azaléias)  você encontra um dos dois terrenos emprestados ao seu Raimundo para a horta (o outro terreno fica a 20 metros, " a matriz e a filial" como ele diz).
 
Além das verduras fresquinhas dá para descolar um bom papo já que seu Raimundo é muito gente boa. Quando disponível sempre arranja umas folhinhas de hortelã ou de capim cidrão para os chazinhos que o pequeno Johnny adora.  
Existem outras hortas do tipo na cidade mas nenhuma se compara. Para quem gosta de uma saladinha bem viçosa recomendo 100%. 

Estou de bobeira...

Vereador de Holambra é preso por tráfico de drogas.Não foi reeleito por 1 voto.

quarta-feira, outubro 08, 2008

Museu Histórico de Holambra


Museu tem fama de lugar chato. Cá entre nós tem uns que são mesmo. Depende do tema, do momento, da idade e do interesse do visitante. O Museu de Holambra, conforme a própria propaganda diz, expõem "fotos da colonização holandesa, réplicas de casas da época, maquinário e objetos usados pelos imigrantes". Para quem gosta tem um documentário.

Morando aqui fomos até lá, eu e sra. Garden. Foi bem interessante conhecer as dificuldades enormes enfrentadas pelas primeiras famílias há 60 anos. Para nós mais interessante ainda pois através de sobrenomes identificamos pais e avós de pessoas que estamos conhecendo na cidade. 

Gostei mesmo foi da coleção de tratores antigos. Pareciam seres pré-históricos, bizarros, pesados e desajeitados. Motores com 2 ou 4 cilindros produzindo a "incrível" potência de 37 hp. 

Sugiro às mulheres que desejem visitar o museu que comprem uma(s) Heineken(s) para o marido e o estacione em frente a coleção de tratores. Com certeza as reclamações não serão muitas. 


Museu Histórico de Holambra
Al. Maurício de Nassau, no 894, centro (dentro do clube Fazenda Ribeirão)
Fone: (19) 3802 2053
abre nos finais de semana das 10:30h as 16:30h.

O rock brasileiro não morreu...ele apenas fugiu para o Sul


Cruzei com o playerzinho do imeen no Codinome Beija-Flor e no Marmita Filosófica e resolvi colocar uma tralha dessas aqui no meu jardim. Evitei ioncluir músicas barulhentas para não assustar esquilos e visitantes portanto deixei zeppelins e púrpuras profundos e apelei para o rock nacional. Mas o que é o rock nacional? Paralamas e Titãs cantando juntos as mesmas músicas? Ah, me poupe. O Ira! ainda produz coisas boa quando não está brigando com o Nasi mas é só. De resto a mesmice.

Não sei por que no sul é diferente, mais especificamente no Rio Grande. Seguindo a trilha do Engenheiros do Hawaii ("eu presto atenção no que eles dizem mas eles não dizem nada...iéié..."), passou por Júpiter Maçã, Wander Wildner, Bidê ou Balde , Acústicos e Valvulados e Cidadão Quem e hoje temos Vera Loca, o velho Alemã Ronaldo (na foto), Stereoplásticos e mais um monte de bandas legais, diferentes - se eu tivesse 17 anos provavelmente adoraria Tequila Baby e Los Vatos. 

Tá bom, famosos QUEM? Mas o som é excelente e no sul essas bandas fazem shows e tocam em festivais para milhares de pessoas. O problema é essa midiazinha ridícula do eixo Rio-São Paulo. Ainda bem que a internet deixa a gente enxergar e ouvir mais longe. O site PalcoMP3 é muito bom para ouvir coisas novas, de todos os estilos.

uns links...

terça-feira, outubro 07, 2008

Eleição dos vereadores em Holambra

Um bom número de buscas foi feita e direcionada para o post sobre a prefeita eleita em Holambra. Decidi colocar também os dados da eleição para vereadores. Para não ficar muito chato vou disponibilizar em arquivo .doc, é só clicar abaixo:


A fonte é o portal Terra.

segunda-feira, outubro 06, 2008

Enquanto isso, no jardim...


A planta da foto já era moradora da casa quando nos mudamos, em janeiro. Ultimamente temos utilizado uma espécie de irrigação no gramado e ela também foi beneficiada. Não sei se foi isso ou foi a primavera, sei que ultimamente surgiram algumas hã...estruturas em sua base e uma delas "eclodiu" no fim de semana.






Como eu disse, não tenho a mínima idéia de que planta é essa. Mas desconfio que é uma "planta macho".





Eleições em Holambra


E acabou-se o que era doce. Enquanto todo mundo discute o futuro de Kassab e Marta, Gabeira e Paes, enquanto fazem projeções para o segundo turno e avaliam quem saiu fortalecido para as eleições de 2010 eu quero mesmo é entender a vitória de Margareti  Groot em Holambra.

Não tenho nada contra, nem conheço.  Aliás não conheço nenhum dos candidatos a prefeitura ou câmara de vereadores por isso nem transferi o título e não votei.

O que me deixou admirado foi o tamanho da derrota do candidato (Fernando) apoiado pelo atual prefeito, Celso Capato. Capato termina seu 3º mandato (não consecutivo) e trata cidade muito bem, realizou obras interessantes e até seus adversários durante a campanha propuseram dar continuidade ao trabalho feito. Entretanto esse prestígio não “colou” no Dr. Fernando já que 68% dos eleitores votaram em outros candidatos.

Escolheu mal o sucessor? Vai saber. Preciso conversar com o seu Raimundo da horta, com o frentista do posto de gasolina, com o açougueiro da casa de carnes para ficar por dentro.

Um ponto chama atenção: a diferença entre o 1º e 2º colocado foi de 55 votos. Depois dizem que 1 voto não faz diferença...

Bem, Margareti Groot, boa sorte. E juízo, hein?

fonte: Folha on Line


domingo, outubro 05, 2008

A pergunta mais difícil de responder a cada eleição...

...é "onde diabos guardei meu título de eleitor ?"

Eu, Johnny Garden, estarei revelando muitos segredos...


Período eleitoral, notamos algumas diferenças entre as campanhas dos candidatos em Santos e Holambra. Com muito menos recursos a campanha é feita basicamente no corpo a corpo, não raro candidatos a prefeito ou vereador tocam a campainha de casa querendo bater um "papinho".

Além disso, o uso de carros de som e santinhos é comum. Mas um anúncio no jornalzinho semanal da cidade chamou a atenção:

"Atenção Gente de Holambra -  Eu, Sérgio da ambulância brevemente estarei revelando muitos segredos de políticos de Holambra"

E na semana seguinte:"Atenção Gente de Holambra -  Eu, Elenice, professora do Eja brevemente estarei revelando muitos segredos de políticos de Holambra"

Não sei o quanto essas revelações produziram mas confesso que fiquei curioso. 

quarta-feira, outubro 01, 2008

Respeitável público!


Holambra não tem cinema nem shopping, o teatro será inaugurado este ano, o circo du soleil e o holiday on ice nunca vieram aqui mas a cidade é roteiro de inúmeros circos mambembes que circulam por esse interiorzão de Deus e de Xitãozinho e Xororó.

Um dia a pequena jardim, de 4 anos, reclamou que nunca tinha ido a um circo. Prometi que assim que aparecesse uma oportunidade a levaria. Prometi por prometer pra ser sincero. Parece mentira mas no dia seguinte uns traillers mal ajambrados aparecerem num terreno vazio a 2 quarteirões de casa.

Grande circo Robattini, pelo primor e capricho do cartaz já dava pra ver que seria show, ainda mais com "poweys e imcrível chupa cabra (sic)". Matinê de sábado a tarde, fomos nós, eu preocupado: deve estar cheio, melhor não chegar tarde. 

Chegando lá, ninguém. Aos poucos alguns gatos pingados foram surgindo, contabilizando um respeitável público de 12 adultos e 2o e poucas crianças. Confesso que o estado da lona e dos enfeites me deram a quase certeza de ter entrado numa roubada. 

Mas não é que foi legal? Os artistas, simples, desempenharam seu papel sem grandes luxos mas com eficiência e simpatia. Os palhaços Vareta e Batatinha fizeram rir, o trapezista conseguiu deixar a platéia em suspense nos saltos, os poweys...bem, os poweys fizeram o possível. Um show honesto. O chupa cabra? Não, o chupa cabra não comparece a matinês, só sai na calada da noite, mais precisamente no espetáculo das 20:30h. Quer saber? Me diverti muito.   

Depois desse veio um outro, Los Agady. Não fui mas dona Garden levou os pequenos e, apesar de mais vistoso, parece que não foi muito divertido. 

Estou lembrando disso porque hoje passei em frente ao mesmo terreno próximo de casa e um novo circo começa a erguer suas lonas. Que atrações de tirar o fôlego trará para encanto dos holambrenses? Depois eu conto. 

Acima, o apresentar do circo Robattini, de laranja,  entretendo as crianças. Não esperemos roupa de gala e cartola na matinê, não é?